por Halberth Gonçalves dos Santos

Nos últimos anos vivenciamos um crescimento exponencial e sem precedentes de pessoas que se utilizam das redes sociais para se informar e expressarem suas opiniões, pensamentos e sentimentos umas para as outras.

Com a democratização da internet e das ferramentas que permitem que todos tenham acesso a mesma, as consequências – não somente as ruins – não poderiam deixar de surgir.

Uma dessas consequências, sem dúvida alguma, é a alarmante velocidade com que notícias falsas, as chamadas fake news, se propagam pelas redes. Não obstante, e ainda mais grave, é a facilidade com que estas informações são absorvidas pelos usuários e tratadas como verdade absoluta.

Neste ponto surgem os perigosos justiceiros de Facebook, Instagram, WhatsApp e outras mídias sociais, pessoas completamente sem noção das normas jurídicas que vigoram em nosso pais que, ao lerem certas notícias, sequer buscam uma confirmação mínima de sua veracidade e partem para o ataque, sem qualquer escrúpulo ou mesmo bom senso.

Um vídeo de uma pessoa sendo abordada por um policial em uma busca pessoal rotineira é suficiente para que o mesmo seja prontamente julgado, condenado e taxado de bandido por grande parte da sociedade, sem que nada de mais tenha se passado. Contraditório, ampla defesa ou ao menos um direito de resposta não existe no campo bélico das redes sociais.

A internet é para sempre. Sim, pode parecer exagero, mas não há como pensarmos, ao menos nos dias atuais, que a rede mundial de computadores deixará de existir e, com ela, uma série de inverdades e barbaridades nela publicadas.

Assim, quando a pessoa se deixa levar por fatos sem fundamentos, vídeos e fotos postadas sem qualquer contexto, e utiliza-se disto para atacar a imagem e honra de alguém, por certo que tal situação irá perdurar por um bom tempo, muitas vezes por tempo mais que suficiente para destruir uma imagem.

Vivemos em uma época em que o impulso em compartilhar e interagir com os demais nas redes sociais levam as pessoas a cometerem a mais grave das injustiças: julgar o próximo sem lhe oportunizar ao menos o direito de se explicar.

O pior é quando os fatos são esclarecidos e a verdade é revelada, porém, as desculpas e reparações devidas pelos ataques inflamados nunca vêm na mesma proporção, quando vêm.